A tempestade nos mercados energéticos

8 Abr 2022

A instabilidade geopolítica no Leste da Europa veio recordar a fragilidade e complexidade dos mercados energéticos. Os preços das matérias-primas já começaram a subir impactando o dia-a-dia de milhares de portugueses. Mas prepare-se, a tempestade nos mercados energéticos ainda nem começou.

O enorme aumento dos preços

Com os mercados energéticos em forte agitação com a incerteza provocada pelo conflito entre a Ucrânia e a Rússia, vale a pena recordar a grandeza do aumento dos preços da eletricidade, do gás natural e do petróleo, nos últimos doze meses:

Ao contrário do petróleo, no qual a gasolina e o gasóleo têm vindo semanalmente a refletir os aumentos de custos da matéria-prima, os preços finais da eletricidade e gás natural têm-se mantido praticamente constantes desde o ano passado. Se tivermos em conta a grandeza dos aumentos nos mercados internacionais de referência, os aumentos de preços são já inevitáveis. Desde o início de Abril, a EDP Comercial – a referência do mercado elétrico português, aumentou a tarifa em 20% para novos contratos – de 0,15€ para 0,18€. Este aumento de 3 cêntimos, vai representar um aumento superior a 200€ / ano para um agregado familiar de 2/3 pessoas. As más notícias, é que não deve ficar por aqui. Para os setores agrícolas, empresarias e industriais as perspetivas são alarmantes pois os aumentos representarão dezenas de milhares de euros de custos adicionais.

A formação do preço da eletricidade

A atual fórmula de definição do preço da eletricidade no mercado europeu, em que é o preço da matéria-prima mais cara que determina o preço de toda a eletricidade, tem-se revelado altamente penalizadora (já há vários meses que tem sido o gás natural), uma vez que a geração de eletricidade em 2021 adveio em 63% de fontes renováveis.

Dada a incerteza geopolítica que se prevê que continue a existir entre a União Europeia e a Rússia – o seu principal fornecedor de gás natural e petróleo, é expectável que os mercados energéticos continuem “agitados” nos próximos tempos. A alteração da fórmula de cálculo do preço da eletricidade deve acontecer num futuro próximo, o que irá de certa forma aliviar os preços nos mercados internacionais dada a crescente proporção de energias renováveis no mix-energético, mas parece inevitável esperarmos um futuro de preços elevados.

Como minimizar o impacto do aumento do preço da energia?

Felizmente, existem algumas formas de reduzir o impacto da escalada de preços:

  • Reduzir consumo
  • Otimização de tarifas
  • Produção de energia

A redução de consumo é a melhor forma de poupar. E a única forma de reduzir de forma sustentada e adequada os consumos, é através da implementação de um sistema robusto de monitorização, que permita a sua deteção e controlo.

A otimização de tarifas, em que incluímos a seleção de fornecedor, a adequação de potência contratada e a otimização de regime tarifário deve ser feita anualmente. É importante perceber que grande parte dos comercializadores de eletricidade e gás natural já começou a refletir o aumento de custos para os clientes finais. É essencial estudar as diferentes opções existentes no mercado.

A produção de energia através de fontes renováveis, principalmente a energia solar, é uma peça essencial na eliminação da dependência energética, no aumento da sustentabilidade e na redução da fatura energética.

A BE Bluenergy é especialista em gestão de consumos de água e energia, e orgulhamo-nos de já trabalhar com várias instituições publicas, como autarquias, municípios e escolas, e também com várias empresas do setor privado, desde a indústria têxtil ao ramo hoteleiro. A implementação de um sistema de monitorização e análise permite a criação de um sistema de controlo efetivo de consumos e gastos. A nossa equipa especializada garante um nível de apoio de excelência que tem permitido aos nossos clientes milhares de euros em poupanças.

Venha conhecer-nos em www.bebluenergy.pt

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