O Estado do Ambiente em Portugal 20/21 – O que mudou com a pandemia?

28 Dez 2021

Desde março de 2020 o mundo teve de aprender a viver com as contrariedades de uma pandemia: teletrabalho, confinamentos, fecho de fronteiras… Mas afinal em que é que a pandemia influenciou o nosso ambiente nos últimos anos? Segundo o mais recente relatório da Associação Portuguesa do Ambiente (APA), em vários pontos.

Consumo de Energia

O ano de 2020 foi muito atípico quando falamos em consumo de energia. De acordo com os dados apresentados no relatório do Estado do Ambiente em Portugal 20/21, o consumo de energia final diminuiu 7,2% relativamente a 2019. Esta diminuição ocorre na sequência da pandemia de COVID 19, devido à redução do consumo de combustíveis rodoviários e de transporte aéreo, fruto de menos deslocações e menor mobilidade.

O valor provisório referente à dependência energética em 2020 (65,8%) acompanha a tendência decrescente desde 2017.

Consumo de Energias Renováveis

A redução do consumo final de energia influenciou também a percentagem de energias renováveis presentes nesse mesmo consumo.

O relatório da APA mostra que Portugal pode ter ultrapassado a meta definida no Plano Nacional de Ação para as Energias Renováveis 2020 (31% de utilização de energia proveniente de fontes renováveis no consumo final de energia), com um valor provisório de 33,9%.

Este valor está em linha com os 30,6% de energias renováveis presentes no consumo final de energia em 2019, ano em que Portugal foi o quarto país da União Europeia com maior percentagem de energias renováveis na produção de energia elétrica (53,8%).

Emissões de Gases com Efeito de Estufa

O relatório do Estado do Ambiente em Portugal 20/21 mostra ainda, que a pandemia influenciou as emissões de gases de efeito estufa em Portugal nos últimos anos.

Em 2020, as emissões totais de GEE sem LULUCF representaram uma redução de cerca de 26% face aos níveis de 2005, ultrapassando a meta do Programa Nacional para as Alterações Climáticas 2020/2030 (redução entre 18% e 23%). Esta variação é explicada essencialmente pela redução das emissões resultantes da produção de eletricidade, para a qual é estimado um decréscimo de 28,2% em relação ao período entre 2016 e 2019.

A redução das emissões de GEE pelo setor dos transportes rodoviários torna-se particularmente clara nos meses de confinamento mais rigoroso, tendo atingido valores de -45,9% em abril de 2020 e de -24,9% em fevereiro de 2021.

Qualidade do ar

O relatório veio também mostrar que as análises das concentrações de dióxido de azoto (No), medidas no ano de 2020, espelharam o impacto na qualidade do ar de vários períodos de confinamento impostos por causa da pandemia da COVID 19. Sempre que as pessoas estão obrigadas a estarem em casa e reduzem a sua mobilidade verifica-se uma forte diminuição das emissões de poluentes atmosféricos e, consequentemente, uma melhoria significativa da qualidade do ar.

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Apesar de serem tempos atípicos e incertos, o ambiente beneficiou destes períodos de contenção. Mas a verdade é que podemos fazer a diferença sem estarmos confinados.

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